Formação Política

          Felisbelo Freire, nomeado pelo Presidente da República Marechal Deodoro da Fonseca para governar Sergipe, tomou posse em 13.12.1889 e, logo depois, alegando que as Câmaras Municipais não cumpriam "os deveres inerentes à sua elevada missão, descurando completamente dos imediatos interesses municipais", dissolve-as a partir de 27.12.1889, substituindo-as por Conselhos Municipais. A Câmara Municipal de Gararu foi dissolvida em 15.02.1890 e nomeado o Conselho de Intendência composto por Padre Antonio Leonardo da Silveira Dantas, Coronel Antonio de Freitas Merlo e o senhor João Francisco de Araujo.

 
Intendentes do Municipio


Antonio Leonardo da Silveira Dantas, Padre – de 1889 até setembro de 1890
Padre  Dantas
Filho do capitão João Felix Correia Dantas e D. Joana Maria de S. José e Melo, nasceu a 1 de fevereiro de 1858 no engenho Forno, município de Divina Pastora, e faleceu em S. Amaro, a 15 de fevereiro de 1919. Estudou preparatórios na Capela, no Colégio do Amparo; a 7 de março de 1876 matriculou-se no seminário arquiepiscopal da Bahia, onde fez todo o curso teológico, recebendo o presbiterato na cidade de Fortaleza a 16 de janeiro de 1881. No dia 1º de fevereiro do mesmo ano celebrou missa nova no convento das Mercês na Bahia. Depois de ter sido agricultor por um espaço de cinco anos, paroquiou as freguesias de Gararu por 8 anos até 1894, de Maruim a começar de 1894 a 1912 e de S. Amaro desde esse último até falecer. Na sua missão apostólica não descurou dos melhoramentos reclamados pelas necessidades do culto divino e neste sentido reconstruiu a matriz de Gararu, fundou diversos apostolados, criou o hospital de Caridade de Maruim e fez a capela do S. S. Fora da igreja ocupou os cargos de intendente municipal e delegado literário em Gararu, de ambos exonerado em setembro de 1890; foi presidente do Conselho em Maruim e deputado estadual nas legislaturas de 1894-1895 e 1896-1897. Como presidente da Assembléia Legislativa assumiu o governo do Estado por duas vezes; a 14 de março e a 27 de julho de 1896, em substituição ao presidente Manuel Prisciliano de Oliveira Valadão. No segundo período de sua gestão administrativa foi levada a efeito por sugestões dos adversários uma sublevação no corpo de polícia, visando a sua deposição, de fato realizada a 4 de setembro com alarmante ostentação de força. Essa situação anormal desapareceu dentro das vinte e quatro horas seguintes, voltando ao poder com a garantia da força federal que o repôs por ordem do governo da União, conservando-se no exercício do cargo até 24 de outubro do mesmo ano, quando o transmitiu ao presidente eleito, bacharel Martinho César da Silveira Garcez. Por alguns anos recolhido à vida privada, não se quedou indiferente à sorte dos correligionários no momento crítico, em que se ia travar contra o governo do Estado uma luta de resultado problemático. Bastantemente afeiçoado à pessoa de Fausto Cardoso, comungando as mesmas idéias políticas, assumiu grande parte das responsabilidades e perigos do movimento revolucionário de agosto de 1906, cujo epílogo sangrento emocionou tristemente a nação inteira. Com a morte do malogrado amigo não mais se envolveu nos negócios públicos, dando por finda sua carreira política. Orador de dotes excepcionais, obteve na tribuna sagrada reais triunfos, fazendo reviver no púlpito o verbo eloqüente de Frei José de Santa Cecília e vigário José Gonçalves Barroso, os dois pregadores de maior nomeada em Sergipe. No seu primeiro sermão pregado sobre a Eucaristia na igreja de Santa Tereza, na capital da Bahia, e com o correr dos tempos reproduzido na Matriz de Maruim, revelou-se desde então um espírito culto e fino esteta da palavra. Na imprensa periódica apareceu por vezes como colaborador do “O Lidador” e “Leituras Religiosas” da Bahia, do “O Pão de S. Antonio”, de Porto Alegre, do “Jornal de Penedo”, da cidade deste nome, em Alagoas, e no “O Farol” de Aracaju. Foi sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, que na Seção de manuscritos da sua Biblioteca guarda sob o número 22 a autobiografia deste autor.


Antonio Pedro da Silva 1903-1904

Justino Salazar de Resende 1909-1910

Antônio Jorge de Araújo 1914-1916

José de Souza Menezes 1917-1919

Miguel Resende-1926

Antonio de Freitas Melro-1932-1933

Antonio Pedro da Silva 1934-1935

Pe. Evencio Guimarães 1936-1937 Primeiro prefeito eleito pelo voto em 14.10.1935, se elegeu para o período 1936 a 1939. com o Golpe de 10.11.1937 de Getúlio Vargas, Dr. Eronildes Ferreira de Carvalho passa de Governador eleito a Interventor nomeado e, através do Decreto de 26.11.1937, desititui de suas funções os prefeitos do interior investidos no cargo por eleição

Alcino Aragão 1937-1938   Alcino Aragão foi nomeado interventor, pelo o  Interventor Dr. Eronildes Ferreira de Carvalho.

Antonio Luiz de Almeida- 1940


José Inácio de Resende Silva-1941
  
Nelson Resende de Albuquerque 1942- Prefeito nomeado pelo gorvenador do estado Milton Pereira de Azevedo; ficou como prefeito nomeado por cause cinco anos.

Antonio Resende- de 09-04-1947 a 04-11-1947- Prefeito nomeado pelo governador do estado Governador José Rollembreg Leite, coube a seu Antonio Resende passar o cargo ao prefeito eleito Francisco Vieira de Menezes.




Fonte: Pesquisa de Pedro Souza

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