Histórico dos Povoados

Distrito de Lagoa Funda

Vista Parcial da Lagoa Funda
           Como todas as povoações, teve a nossa pequenina e querida Lagoa Funda a sua origem.
Segundo informações fornecidas por pessoas muito antigas, as suas primeiras casas, eram em número de dez e de cujas as famílias somos descendentes. Naquele tempo, a mata era bravia e a madeira para construções era cortada aos arredores das casas.
        Havia caça em
abundância. Nas águas do Rio São Francisco o peixe era tanto, que numa ligeira e simples pescaria, era necessário recolher os peixes grandes e devolver as águas os pequenos. A ocupação dos primitivos habitantes era a lavoura.
Plantavam mil
ho, feijão mandioca e arroz nas lagoas dos arredores e a mais próxima, por ser naquela época muita funda, deu nome ao local. Estas pessoas, viviam felizes e despreocupadas, -sem o egoísmo dos dias de hoje. Nada ambicionavam, por que as léguas das terras que a cercavam não tinham donos nem parentes.
         Destas primeiras famílias podemos mencionar as seguintes: os Neponucenos dos Anjos, os Barros, os Marques, os Silva, os Mártires, os Santos, os Nascimentos, os Duartes e os Nunes.
T
odos viviam harmoniosamente. Os mancebos casavam-se aos dezoitos e vinte anos de idade, motivo de tomarem-se pais de muitos filhos.
      Apesar do ambiente solitário em que viviam, apreciavam as festas e sobretudo as solenidades de casamento, as quais eram realizadas com muito gosto e cerimônia, muito vinho e engraçadas poesias intituladas de loas (discurso/louvor). Os festejos juninos eram bastantes animados e os dias vinte três e vinte quatro eram chamados de dias da canjica.Depois de queimada a grande fogueira em homenagem ao Santo Batista, permaneciam acordados, dançando roda, o tradicional coco, outros faziam serenata, enquanto a mocidade ao redor das brasas da fogueira divertiam-se com adivinhações. Muitos gostavam de se tomarem compadres e comadres cruzando o braseiro de mãos com os seguintes dizeres: São João dormiu, São Pedro acordou, venha ser meu compadre (ou comadre) que São João mandou. Em seguida se abraçavam como compadres por toda vida. A festa do Natal, além de alegre era comemorada com muito preceito. Os adultos jejuavam com abstinência.· Durante a vigília da noite, os chefes de família dirigiam-se ao arraial vizinho (Escurial) e no lugar designado a feira do Natal cada chefe de família fazia arrodiar dos filhos e estendiam uma grande esteira de peripirí, onde permaneciam sentados em pleno jejum, até o cantar do galo, anúncio que os levavam até a capela, para assistir o santo sacrifício da missa. Terminado o ato religioso, o ritual permitia o uso do vinho. Todos os pais juntos, bebiam e se divertiam fraternalmente, saudando o dia vinte e cinco de dezembro. Depois voltavam para suas casas levando cada um seu grande lenço, cheio de cocadas, bolachas de goma e outras retrancas. Deste modo vivia essa gente simples, humilde e sobretudo honesta. 
Lagoa Funda vista do Sátelite
         Eram dominados por muitas superstições. Acreditavam em fadas, reino encantado, no caipora, na mãe d' água e muitas outras crendices.
          Pelas secas muito freqüentes da época, essa gente enfrentou muitas dificuldades para sobreviver. Mesmo assim era dotada de um espírito de fé para o desenvolvimento.
No decorrer de alguns anos, um dos seus habitantes chamado Leonardo, que possuía alguns escravos e entre destes um que chama-se Luiz (alcunhado Luiz Negro) o qual conseguiu do seu amo, licença para peregrinar pelos setores vizinhos, no sentido de angariar esmolas para construir uma pequena capela.
Capela de Nossa Senhora da Conceição de Lagoa Funda, Foto: Marlio Chagas Jr.

Foi grande o heroísmo deste pobre negro em assumir uma missão difícil e penosa. Mas sua fé superou todas as dificuldades. Naquele tempo não havia estradas e assim sendo, ele tinha que viajar por veredas espinhosas e desertas. Graças a sua persistência, fez a sua comunidade para o desenvolvimento.
      Aqui narramos uma ocorrência interessante e até divertida, que aconteceu em das viagens do velho escravo.De volta e já perto de sua residência, ele, observou um vulto na vereda. Como já era noite, não deu para divulgar se era homem ou animal
. Também não havia desvio porque de um lado e de outro era muito fechado de macambira, cipó e muito espinho. O escravo falou: dême a estrada que eu preciso passar. Mas o vulto continuou no lugar. Pela segunda vez pediu que se afastasse, porém o vulto não se moveu. Ele desesperado, gritou: ou sai ou eu o corto de foice e assim fez. Partiu a procura do vulto, manejou a foice e passou por cima e seguiu para casa. Assim que chegou, os vizinhos já que estavam nervosos pela sua demora, foram ao seu encontro. Ele falou para eles o que tinha acontecido. Todos ficaram curiosos e como não dispunham de lanternas, acenderam fachos e se dirigiram ao local, afim de verem que bicho era esse. Quando chegaram, encontraram um enorme tamanduá-bandeira, cortado a foice e já morto. Sorriram bastante, carregaram o bico e mandaram as mulheres prepará-lo e não dormiram mais. Às quatro da madrugada, comeram o tamanduá. E assim continuaram na luta pela construção da capela.Trabalhavam cinco dias em suas roças e todos os sábados faziam um mutirão, transportando pedras, areia, madeira e com as esmolas recebidas, pagavam ao pedreiro e ao carpina. Com um ano ou mais de luta incansável, estava construí da a frente da capela que foi de pedra e cal e os lados fizeram de taipa. Concluída a obra, os poucos habitantes mais uma vez tinham de enfrentar outra tarefa. E esta seria o padroeiro da igrejinha. Reuniram-se para tratarem do assunto e concluíram que a padroeira daquele local seria Nossa Senhora da Conceição.
Somaram os seus poucos recursos e cada um contribuiu de acordo com a sua condição. E na década de 1850 provavelmente em 1856, for entronizada a bela imagem da capela de Lagoa Funda,. mesma que veneramos atualmente como filhos devotados.Daí em diante começou a ser freqüentada por alguns sacerdotes a nossa capela. Mais tarde alguns contraíram o matrimônio com moças alfabetizadas de outros lugares, as quais eram contratadas. pelos habitantes, para ensinarem as crianças a cantarem o BÊABÁ segundo o costume da época.Assim iniciou-se o ,conhecimento das primeiras letras e mais tarde já haviam quem dissesse: "sei assinar meu nome". Apesar da boa vontade de instruir os filhos, este povo encontrou grandes dificuldades pela lida penosa de cada um abrir seu próprio caminho. Era impossível progredir no setor educacional. A falta de recursos de uns e negligência de outros, contribuiu para que por muitos anos permanecesse um paradeiro desagradável.
        
Terminada a Monarquia, continuou de igual maneira no regime republicano, até 1920. Nesta época, residia na cidade de Própria um industrial chamado Cândido Ribeiro e um patrício nosso chamado Messias Alves da Silva, que era amigo seu e que também comprava a safra de arroz para o referido industrial. Um dia em visita ao nosso povoado, o Sr. Cândido Ribeiro observou que o lugar não havia escola para as crianças. Tratou do assunto ao senhor Messias e prometeu a levar ao conhecimento do almirante Amintas Jorge o qual seu amigo e presidente da Liga Internacional Sergipense, no sentido de ser fundada uma escola em Lagoa Funda. A proposta foi aceita pelo presidente da Liga e em 1920, foi inaugurada a escola que passou a funcionar numa casa com o título de Escola Messias Alves. Para a professora da referida escola, foi nomeada pelo inesquecível Cândido Ribeiro, a senhorita Ernestina da cidade de Própria. Foi assim que os habitantes de Lagoa Funda depois de tantos anos de luta contra o analfabetismo, deram um passo a frente, tendo urna escola gratuita para seus filhos.
         Com o entusiasmo do novo método do ensino, passou a ser uma das escolas mais freqüentadas pois eram matriculadas além das crianças, rapazes e moças. Por motivos de interesses particulares afastou-se a professora sendo substituída pela viúva Dona Amália Linhares, que residia em Aracaju. Esta professora, muito contribuiu para a nossa humilde civilização. A ela, muito devemos por seu labor, não só no setor educacional mas também no culto religioso. As festas escolares em seu tempo, principalmente em sete de setembro, era comemorada com tanta organização e entusiasmo, que chamava a atenção dos povoados vizinhos. No culto religioso distinguiu-se corno forte baluarte, pois chegou a conseguir que a capela fosse aumentada, em cuja tarefa, não podia de mencionar uma ocorrência que consideramos verdadeiro milagre. Ainda não concluído o trabalho na capela, Dona Amália no período de suas férias, dirigiu-se como de costume a capital onde moravam seus familiares. Também pensava durante esses dias, de angariar algumas esmolas de pessoas amigas para a conclusão do serviço. Em urna quinta-feira pelas dez horas, embarcou com alguns passageiros em uma canoa de pesca, indo a bordo do navio Comendador Peixoto. Nesse intere, a frágil canoa não reagindo ao ímpeto das ondas produzidas pelo navio, balançou de tal maneira, que a pobre senhora desequilibrou-se e caiu nas águas do caudaloso Rio São Francisco. Ela que nunca soubera nadar e por isso arrebatada pelo choque, gritou por Senhor dos Passos e Nossa Senhora da Conceição e desceu ao leito do rio. O comandante e seus auxiliares aflitos, não sabiam o que fazer. Da população que de terra observava a triste cena, ouvia-se lamentos e súplicas a Nossa Senhora, para que salva-se a desventurada professora. E assim operou-se o milagre.  No auge do desespero quando todo o esforço parecia inútil, apareceu em cima das águas o corpo da pranteada senhora, com vida e sem lesão nenhuma. Foi recolhida a um camarote, Sem sentidos e quando voltou a si, já estava na cidade de Própria, donde prosseguiu rumo a capital. Depois deste acontecimento, conviveu por algum tempo em nosso meio até que exonerou-se do cargo, voltando ao convívio de sua família em Aracaju, onde faleceu quase centenária.
Tivemos mais cinco professoras e a última dessas foi a senhora Maria da Pureza Cardoso (conhecida por Dona Purezinha) a qual destacou-se pela religiosidade. No seu tempo como professora, organizava as festividades da igreja e de um modo especial o Inês de maio com a participação de moças, rapazes e senhoras casadas e os homens encerravam o festejo com a cerimônia da Consagração a Nossa Senhora. A escola da liga foi substituída por Escola Estadual do Governo do Dr. Eronildes de Carvalho em 1937 . Dona Purezinha, em virtude da mudança do esposo para o povoado Poxim, município de Japoatã, permutou-se com Dona Candinha, sendo esta a segunda professora estadual do nosso povoado. Depois de algum tempo, Dona Candinha foi transferida para Aracaju, sendo substituída pela senhorita Inez Corado, da cidade de Própria.
            Com a transferência desta, tivemos a professora Romélia, que foi depois de algum tempo substituída por urna filha do lugar - Aldativa Alves dos Santos. Com a transferência de Aldativa para Santa Rosa de Lima, sua vaga foi preenchida por alguns meses, pela senhora Zulêca de Itabi até a nomeação da senhorita Vicência Feitosa Mateus, que depois se transferiu para Aracaju, sendo nomeada para Lagoa Funda, a senhorita Vandete Alves Santos, do povoado Tijuco, Em virtude da aposentadoria da professora Maria de Lourdes Barros (dona Bebê) foi transferida Vandete para Tijuco e nomeada para Lagoa Funda, a senhora Alaíde Freitas Melo.O número de crianças foi aumentando sendo necessário a nomeação de outra professora e esta foi Maria da Conceição Menezes.
Em seguida Maria do Socorro Freitas, Hélio Alves de Melo, Maria Auxiliadora MeIo Santos, Maria da Conceição Teixeira e Maria da Conceição Alves Nascimento.
Queremos incluir ao número dessas abnegadas professoras que além de educadoras dedicaram-se ao serviço de evangelização, duas filas de Lagoa Funda:
- Maria do Carmo Menezes que lecionou em Escurial e Canhoba já aposentada e aqui residente.
- Maria dos Santos Teixeira Campos que lecionou em Oitero "subúrbio de Gararu", transferindo-se depois para o Pov. Brandão, onde concluiu o tempo de sua aposentaria. Esta já não está entre nós porque Deus a levou.
Convém lembrar que de 1937 até o governo de Lourival Baptista, esta escola funcionou em prédios particulares e até cedidos gratuitamente. Manuel Etelvino de Barros, cedeu a sua própria residência por cinco anos para o funcionamento da referida escola.
  Uma contribuição valiosa para a comunidade e um gesto de patriotismo da sua parte e ainda um exemplo para as autoridades do nosso município, responsáveis pela a educação dos seus munícipes.
No fim do governo de Celso Carvalho, foi encaminhado a Assembléia Legislativa um projeto de autoria de Deputado Aloísio Tavares dos Santos, abrindo crédito no valor de cinco milhões de cruzeiros destinados a construção de um prédio escolar em Lagoa Funda. No governo de Lourival Baptista, foi realizada a obra com o nome Escolas Reunidas Messias Alves da Silva.

 Escolas Reunidas Messias Alves da Silva. Foto: Marlio Chagas Jr.

Por decreto da Lei Estadual n° 823 de 24 de julho de 1957, Lagoa Funda passa a ser Distrito. O seu Cartório de Registro Civil foi instalado no dia 06 de dezembro de 1958. Funcionou normalmente durante trinta anos, atendendo eficientemente não só os habitantes do seu Distrito, mas também de outros, onde não havia cartório.
Por motivos até hoje ignorados, o Presidente do Tribunal da Justiça, depois de garantir ao seu titular aposentado Vicente Rosa, que o referido cartório permaneceria em Lagoa Funda, aguardando apenas a ocasião de um concurso, resolveu através da juíza da comarca, removê-Io para Gararu onde até hoje se
e
ncontra.
Deixando aqui o assunto referente a administração pública, voltamos a fonte . principal do nosso objetivo que é a comemoração dos 150 anos, que nesta capela, foi entronizada a imagem de Nossa Senhora da Conceição, como padroeira e protetora desta comunidade.
Em se tratando de uma recordação histórica, queremos lembrar o zelo e a dedicação dos seus encarregados primitivos que já se foram, mas que nos deixaram o exemplo da fé que profetizaram.
De 1856 a 1908 - Manoel Eufrásio da Silva e família, os primeiros encarregados desta capela. Nesta administração, foram substituídas por alvenaria, as paredes de taipa e depois o sino.
De 1908 a 1925 - sob a direção de Pedra Teixeira de Souza Melo, Messias Alves da Silva e da professora Amália Linhares, foi aumentada a capela e levantado o cruzeiro.
De 1930 a 1960 - a referida capela foi administrada e zelada por Antonio Germano Santos e família, ou seja mais de 30 anos de trabalho e evangelização. Exatamente em 1930 foi erguido seu majestoso altar.
De 1961 aos dias de hoje - o competente e guardião Vicente Rosa, assume este ou esse magnífico santuário com muita dedicação, zelo e fé. Em 1980, juntamente com o saudoso José Antonio Menezes, conseguiram a reforma do telhado, piso e depois o forro.
Eis as etapas que perfazem o século e meio que hoje comemora com júbilo a comunidade de Lagoa Funda.

 Rua da frente em Lagoa Funda, Foto Marlio Chgas Jr.


Fonte: Vicente Ferreira de Melo
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Povoado Lagoa do Porco

           Lagoa do Porco localiza – se a 172 km de sua sede Gararu e fica entre a comunidade Jibóia e a rodovia São Matheus que costa o povoado.
            Surgiu num meio de uma mata que tinha uma lagoa, e nessa lagoa existiam muitos porcos-espinhos, mais tarde essa lagoa serviu pelos moradores locais para criare seus porcos soltos ao redor da lagoa. Essa lagoa se estendia entre as fazendas São José de Zezé Coelho e a fazenda campina. Seus primeiros moradores foro José Felix, Zezé Coelho, Ceovino, Angerino, Antide Coelho e dona traipuia uma grande criadora de cabra. 
             No ano de 1920 seus moradores se reuniram para colocar um nome no lugarejo que na época tinha quatro casas, uns falavam que tinha que ser chamando de palanquinho outros lagoa da campina mais seu José Felix tomou uma decisão rápida e falou o nome desse lugar tem que se chamar lagoa do porco, alguns moradores descordaram e ele respondeu porque aqui tem uma lagoa i tinha muitos porcos no passado ai todos concordaram. 
           Um grande problema enfrentado pelo povo da lagoa do porco foi à seca por isso no ano de 1930 a familia coelhos cavou um tanque para beber água e deu o nome de tanque dos coelhos, mais tarde por volta de 1983 o então prefeito municipal Antônio Resende fez um açude para matar a sede da população. 
           Na década de 1970 chegou ao povoado algumas famílias do município de traipu da qual uma fixa residência no local e hoje existem mais de 20 familia dessa. Na mesma data existia na comunidade cerca de 20 casas separadas e longe uma da outra.

A educação no povoado

         A educação no povoado começa no ano de 1956 com professora Neuzélia do povoado lagoa rasa que casa com o filho do povoado i e contratada pelos habitantes para ensinam as crianças a cantarem o BEABA segundo o costume da época. No ano de 1957 a professora Maria dos Prazeres começa a ensinar particular na sua casa no pé da serra, Maria era do povoado oiteiros surbúbio de Gararu, que casa também com outro filho do povoado. No ano de 1962 dona Maria ensina o programa de alfabetização chamando escola radiofônica, mais tarde nobral i finalmente no ano de 1967 e chamada pelo então prefeito Antônio Resende para ser professora do povoado vale lembrar que essa escola funcionavam na casa do senhor Zeca Coelho. 
         No ano de 1972 o prefeito Roberto Araújo construiu a primeira escola do povoado, escola José Maria de Resende nome este em homenagem ao pai do ex-prefeito Antônio Resende, seu primeiro quando de professora foi composto por: Arionalda, Maria dos prazeres e Neuzélia; Nos meados dos anos 1979 o colégio desaba e o prefeito José Cardoso Matos construir um novo colégio e no ano de 1992, o colégio recebe reforma na gestão do prefeito Ary Resende silva. No de 2006, na intervenção de Helder no município o colégio recebe reforma e cerca de estaca de cimento.


Surgimento do comercio local
          
          O comercio local surgiu no ano de1969,quando o senhor Acendino Fernandes dos Santos, colocou uma bodega. Acendino era casado com Rita Guilherme dos Santos num qual tiveram nove filhos, mais tarde o senhor Zeca coelho colocou uma bodega ai ficaram 02 e todos os domingos o senhor Gizelio matava um boi. O comercio local hoje se encontra com dois bares, um restaurante da netinha a Mercearia Riam e todos os domingos o senhor nicari mata um boi. A economia do povoado esta se desenvolvendo cada vez mais no plantio de milho, feijão e mandioca entanto que no ano de 1988 foi feito um galpão para armazenamento e secagem do produto e uma casa de farinha, o povoado tem uma grande produção de leite para fábricas de laticínio.

Manifestações culturais

        Na década dos anos 80 tinha um grande desfile cívico de 07 de setembro, mais hoje não e realizado por falta de iniciativa dos órgãos públicos, hoje em dia temos um São João no mês de junho com data móvel quem tem quadrilha junina e casamento caipira e tem umas quatro calvagadas durante um ano. O padroeiro do povoado e Senhor São José mais o povoado ainda não tem uma capela.

O Povoado de hoje em dia

          O povoado lagoa do porco conta hoje com 120 casas e uma associação comunitária de moradores, e eletrificação desde o ano 1988. O telefone chegou ao povoado no ano de 2001 sendo um único orelhão pertencente à empresa Telemar hoje dia 95%da população possui telefone move celular. A escola José Maria de Resende esta funcionado com aproximadamente 100 alunos do (pré- a 4ª do ensino fundamental) e 12 funcionários. O povoado conta ainda com um belo centro comunitário Elizabeth Freire Santos de Oliveira, construído no ano de 2004 pelo prefeito João Francisco Albuquerque de Oliveira. No de 2008 foi calcada uma rua pelo prefeito José Cardoso.


Momentos históricos

            No dia 15 de setembro de 2005 o povoado recebe a visita do ilustre governador do estado João Alves Filho para dar ordem de serviço da água encarnada. Em 2006 no dia 29 de dezembro o povoado recebe a ilustre senadora da república Maria do Carmo Alves para inaugural a tão esperada água encanada, nesse momento não podemos esquecer a visita dessas ilustres pessoas.

José Pedro Souza Santos
Janeiro de 2010
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Povoado Várzea Nova
Origem do Povoado Várzea Nova

Fazenda que originou o povoado
          A origem do nome Várzea Nova se deu por causa de uma lagoa que tinha dentro da  Fazenda do Senhor Domingos José Pinto e nos períodos da cheia ficava alagada e ele a chamava de várzea e com o passar do tempo o Senhor Domingos passou a chamá-la de várzea nova como é conhecido até os dias atuais.                                                                                                                          
Apanhado historia do colégio

Segundo o livreto da historia do povoado várzea nova a escola foi fundada pelo Senhor José Gomes Pinto em 1955 a professora Janisse começou a apresenta aula na residência do falecido Zezé apenas para seus filhos e amigos.
Logo em seguida em 1960 foi contratada a professora Maria da Conceição Souza Pinto que continuou dando aula em sua residência. Em 1966 passou a ser construído um prédio com apenas uma sala no governo Celso de Carvalho e concluída em 1967 no governo de Lourival Baptista.
Atualmente o colégio disponibiliza de 1ª a 8ª serie do ensino fundamental sendo 1ª a 4ª serie manha e das 5ª a 8ª à tarde.
O  terreno cedido para a construção do colégio foi dado pelo Senhor Israel de Santana.
Em homenagem a primeira professora o colégio deixou de ser Escola Rural Povoado Várzea Nova hoje sendo Escola Municipal Maria da Conceição Souza Pinto.     
 
Colégio de Várzea Nova

A Cultura do Povoado Várzea Nova

Valqueirama da Várgea Nova

     O nosso povoado se destaca em alguma cultura como os vaqueiros do sertão que se vesti tradicionalmente de gibão de coura que vai para o mato da caatinga através do boi. Se destacou também a queima de Judas que geralmente acontecia no domingo de páscoa, o Judas deixa uma testamento para algumas pessoas antes de ser queimado.
         As cavalgadas aconteciam entre os meses de julho e agosto que tinha a escolha da rainha da cavalgada, logo depois acontecia a prova dos três tambores que era dispultada entre ama zonas.
Cavalgada em Várgea Nova

Religião

Nas quaresma temos via sacra que ocorre durante quarenta dias de rezas no sábado, quarta e sexta, mas na semana rezamos os 3 dias e no sábado tem vigilha pascoal.
A novena de Santo Antônio que acontece no dia 13 de junho com procissão e após novena banda de pífanos, na residência Sr. José Rocha.
A finalidade da construção da capela do povoado Várzea Nova foi pela morte de um irmão do Sr. José Gomes Pinto com o nome José quando tinha 9 anos, foi encontrado morto após 3 dias de procura em uma mata e no mesmo local foi enterrado. E este acontecimento se deu no dia 29 de setembro dia consagrado a São Miguel, logo em seguida morreu outro irmão, sendo enterrado no mesmo lugar.
A pedido do padre daquela época foi levantado uma capela e no mesmo conseguiu a imagem de São Miguel que ficaria como padroeiro do lugar ainda hoje é festejado com procissão novena e missa.
Novena de Santa Luzia com banda de pífano que existia na residência da saudosa Alexandrina que deixou de existir por motivo de saúde e seus filhos, não seguiram a tradição mais ainda temos dois tocadores de pífano no povoado.
Natal que são 9 noite de novena nas casas sendo que o último dia ocorre na residência de Dona Luizete, com distribuição de doces para as pessoas, arrecadação de alimentos para famílias.    
Igreja de Várzea Nova

Política

A política deu-se início no povoado através do Senhor José Gomes Pinto (Zezé de Várzea Nova), o mesmo foi eleito por dois mandatos e depois apoiou o seu irmão Antônio Gomes Pinto para vereador onde foi eleito na eleição que veio a seguir Antônio apoiou seu irmão Zezé da Várzea Nova para vice-prefeito com Zezé da Várzea Nova lançou o seu filho Zé Pinto que foi eleito e assumiu o mandato entre 1993-1996.               
Tivemos também o vereador Valmir Menezes que foi eleito e depois dele não tivemos político no povoado. Tivemos também alguns candidatos que se candidataram mais não conseguiram se eleger alguns deles foram: Pedro Gomes Pinto em 1982 José Rocha dos Santos 1992 José Paulo Pinto, sendo candidato a vice-prefeito em 1992 José Gomes Pinto Filho 1996, 2000 e 2004 Vivaldo Gomes Pinto 2004 e 2008. Manoel Pedral 2004 e 2008.

Filhos Ilustres

  • José Gomes Pinto – O Sr. Zezé da Várzea Nova é considerado a pessoa mais destacada no povoado por ter sido o seu fundador. Outras atribuições que lhe da destaque são: Foi eleito por dois mandatos vereador de Gararu 1959-1962 e 1967-1970. Foi vice-prefeito na gestão de Roberto Araújo 1971-1972 e também vice-prefeito na gestão de Nelson Resende de Albuquerque 1973-1976.
  • Antônio Gomes Pinto – Irmão de Zezé foi eleito vereador em 3 mandatos seguidos 1971-1972,1973-1976 e 1977-1982, e foi também presidente da Câmara de Vereadores de Gararu.      
  • José Gomes Pinto Filho – Foi eleito vereador em 1992 e assumiu o mandato no período 1993-1996.
  Economia

A economia com o passar do tempo vem se desenvolvendo cada vez mais, hoje com a instalação de 5 fábricas de derivados do leite 2 borracharias, 1 mercadinho, 3 bares, 1 açougue e criação de suínos bovinos, caprinos, aves.
A atividade agrícola é um fator importante para a subsistência dos moradores do povoado, para seu consumo e para comercialização.
A qualidade de vida tem melhorado bastante com as atividades econômicas acimas citadas, pois hoje o povoado dispõem  de seu próprio comércio.
O povoado um passando por transformações em suas estruturas políticas, sociais e econômicas em direção a uma economia de mercado e bem estar para sua população.

Associação Comunitaria

No ano de 1992 foi fundada uma associação comunitária em prol dos projentos que beneficiam a comunidade e serve de palco para as festas comunitárias e atendimento medico.
Pela associação o povoado foi beneficiado em 1994 com o abstecimento de água e no ano de 1992 com energia elétrica.


Social

O desenvolvimento social ao longo do tempo vem crescendo, rapidamente, no inicio o povoado possuía 5 famílias hoje temos 521 habitantes sendo 255 do sexo masculino e 266 do sexo feminino.

  • Criança= Feminino = 58, Masculino= 44.

  • Adulto= Feminino= 177, Masculino= 185.

  • Idoso= Feminino= 31, Masculino= 26.

Foto Histórica

 A passagem de Lampião e sua tropa na fazenda do saudoso Domingos José Pinto na Várgea Nova. 
          

Objetivo

Conhecer e valorizar a cultura do nosso povo, respeito as crenças e os costumes de cada região e participar de eventos folclóricos de nosso povoado.

Conclusão

Devido a frequência de discussões, sobre o tema entre os alunos decidimos desenvolver esse tema dando informações sobre a origem do povoado.

Fonte: Pesquisa de Ana Rosa Silva Pinto
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7 comentários:

  1. cade os outros povoado.vc estou estudando pouco

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  2. Gostaria de saber sobre os povoados de Quixaba e Lagoa Primeira.

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  3. Gostaria de ver um mapa atual de todo o município, mostrando todos os povoados. è tão difício encontrar mapas completos de Sergipe!

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  4. MUITO BOM O TRABALHO, MAS SERIA MELHOR SE TIVESSEM MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O POVOADO VÁRZEA NOVA, SE AS INFORMAÇÕES SOBRE A RELIGIÃO TIVESSEM COMPLETAS!

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  5. Falta postar o histórico do maior e mais desenvolvido e mais rico povoado de Gararu, São Mateus da Palestina.

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  6. Mas seu trabalho é muito bom. continue assim, sempre divulgando nossa história.

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  7. E a o Historico do Povoado Jaramataia-Garar-SE.
    GOSTARIA DE SABER MAIS INFORMAÇOES.

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